9ª SEMANA DE LETRAS

REAL FICÇÃO: PASSOS E DESCOMPASSOS NO CAMPO DO SIGNO

APRESENTAÇÃO

 

Em 2016, o PET Letras Ufal, em parceria com o Núcleo de Estudos Indigenistas – NEI, a Direção da Fale e a Coordenação de Graduação, traz para a 9ª Semana de Letras o tema Real Ficção: passos e descompassos no campo do signo.

A proposta temática surgiu em decorrência da comemoração do centenário da publicação do Curso de Linguística Geral (CLG), um clássico da linguística moderna, cuja autoria é atribuída a Ferdinand de Saussure, não sem polêmica em torno da noção de autor! Passando pela leitura estruturalista do Círculo Linguístico de Praga, o então chamado estruturalismo linguístico cruza continentes, chega à França e, nos anos 50 e 60, como nos diz Doss (2007), se identificou com toda a história intelectual francesa a partir de 1945. A ordem própria da língua, conforme se lê em Saussure, desafia a noção cartesiana de sujeito. Lévi-Strauss, Lacan, Foucault, Barthes, Derrida, Pêcheux, Benveniste, Jakobson são, dentre tantos outros, leitores do Saussure do CLG e, por isso mesmo, atores de peso nos passos e descompassos do campo do signo, que tanto influenciaram as discussões em torno da língua e de sua relação com o sujeito, a história, a referência, o sentido. A Linguística, a Semiótica, a Literatura, a Psicanálise, a Antropologia e todas as ciências que lidam com a linguagem não podem ignorar o CLG. Como um clássico, conforme ensina Calvino (1988), esse livro “nunca terminou de dizer aquilo que tinha a dizer”.

Neste ano, ocorre também a celebração dos 500 anos da primeira publicação do livro Utopia, do escritor inglês Thomas Morus, obra precursora dos estudos críticos da utopia, e a partir da qual temos o prazer de incorporar à nossa programação o III Colóquio Literatura e Utopia: Morus 500 Anos.

Mas há ainda muito mais a celebrar! 400 anos da morte de William Shakespeare e Miguel de Cervantes, dois grandes nomes da literatura universal; 160 anos do nascimento de Sigmund Freud; 100 anos de Cleonice Berardinelli e, por que não, os 50 anos de carreira de Maria Bethânia!

O evento conta com um público de, em média, 300 participantes que, a cada ano, tem se diversificado com a presença de discentes e docentes de outras instituições de ensino de Alagoas e de outros estados, sobretudo do Nordeste. Como nos anos anteriores, haverá conferências, minicursos, mesas-redondas, oficinas, comunicações orais, CinePET, CiNEI, Expoletras, apresentações culturais e o IV Concurso de Contos Arriete Vilela.